Home / POLÍTICA / Mesmo rompido com Jorge Almeida, Marcelo Angênica articula retomada do controle da saúde de Itamaraju nos bastidores.

Mesmo rompido com Jorge Almeida, Marcelo Angênica articula retomada do controle da saúde de Itamaraju nos bastidores.

 

Mesmo após o rompimento político com o atual prefeito Jorge Almeida e já em franca movimentação de olho nas eleições de 2028, o ex-prefeito Marcelo Angênica segue tentando manter influência dentro da estrutura administrativa da Prefeitura de Itamaraju, especialmente em uma das áreas mais estratégicas do governo: a Secretaria Municipal de Saúde. Informações obtidas nos bastidores políticos apontam que Angênica, juntamente com Léo Oss, estaria trabalhando intensamente para emplacar o nome de Naedson Araújo no comando da pasta da Saúde, considerada historicamente uma das principais vitrines políticas do município e um importante reduto de articulação eleitoral.

 

Naedson Araújo foi um dos homens fortes da gestão Marcelo Angênica durante o governo anterior, chegou a acumular duas secretarias simultaneamente, ampliando seu poder administrativo dentro da estrutura municipal. Entretanto, sua passagem pela Saúde ficou marcada por forte desgaste político, críticas severas da população e crescente insatisfação de servidores públicos.

 

Nos corredores da administração municipal, Naedson passou a carregar a imagem de um gestor centralizador, autoritário e de pouca capacidade de diálogo. Entre profissionais da saúde, relatos frequentes apontavam um ambiente de pressão interna, perseguições administrativas e decisões consideradas truculentas, fatores que contribuíram para um clima de instabilidade dentro da pasta.

 

 

A deterioração da imagem do então secretário ganhou ainda mais força diante do cenário crítico vivido pela saúde pública municipal na época. Unidades enfrentando dificuldades operacionais, falta de remédios, reclamações constantes sobre atendimento, queixas relacionadas à falta de estrutura e um sentimento generalizado de desorganização administrativa acabaram aumentando a rejeição ao nome de Naedson Araújo.

 

A pressão política e o desgaste interno teriam sido determinantes para sua saída da Secretaria de Saúde, em um momento em que o setor já era apontado por críticos como próximo de um verdadeiro colapso administrativo.

 

 

Agora, longe do núcleo principal do governo municipal após o rompimento político com Jorge Almeida, Marcelo Angênica tenta recuperar espaço justamente na área que, durante anos, serviu como uma de suas maiores bases de sustentação política e eleitoral.

 

Quando assumiu a Prefeitura, Jorge Almeida prometeu manter parte significativa dos integrantes da gestão anterior, defendendo um discurso de continuidade administrativa, contudo, com o passar do tempo, o atual prefeito teria percebido tentativas constantes do ex-prefeito de influenciar decisões estratégicas e manter controle indireto sobre setores importantes do governo. O resultado foi um rompimento político gradativo e cada vez mais evidente até chegar no seu ponto final. Aos poucos, nomes ligados diretamente a Marcelo Angênica começaram a perder espaço dentro da administração, incluindo ocupantes de cargos de primeiro escalão.

 

 

Sem acesso direto ao centro das decisões e distante da estrutura que antes utilizava para fortalecer sua influência política, Angênica juntamente com Léo Oss, agora tenta via articulações secretas recolocar aliados em posições estratégicas na prefeitura.

 

A Secretária de Saúde aparece novamente como peça-chave desse tabuleiro político. Nos bastidores, a avaliação de aliados do ex-prefeito é de que Naedson Araújo caso seja nomeado poderá funcionar como uma ponte de sustentação política dentro do atual governo de Jorge Almeida, favorecendo interesses do grupo ligado ao ex-gestor.

 

Entretanto, a possível volta do ex-secretario a pasta da saúde enfrenta resistência considerável, especialmente entre servidores municipais, que ainda guardam forte rejeição ao período em que Naedson esteve à frente da secretária.

 

Bem verdade que na política, manter figuras de antigas gestões em cargos estratégicos pode significar uma boa experiência administrativa, mas também pode representar a permanência de velhos métodos, antigos conflitos e lealdades divididas. Afinal, em administrações públicas, há um risco silencioso que sempre ronda os bastidores do poder: “o de quem ocupa cargos de confiança acabar tentando que servir a dois senhores ao mesmo tempo e isso na política nunca termina bem“.

 

Fonte: Zero Hora News

FAÇA PARTE DO NOSSO PERFIL NO INSTAGRAM (CLIQUE AQUI)
Marcado: