


Moradores do distrito de Monte Pascoal, localizado no município de Itabela, no extremo sul da Bahia, afirmam ter sido vítimas de um suposto golpe relacionado à falsa regularização de terras.
De acordo com os relatos, indivíduos desconhecidos passaram a circular pela comunidade apresentando-se como representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão federal responsável por obras e intervenções em rodovias e áreas sob sua jurisdição.
Segundo os moradores, essas pessoas alegavam ter autorização para intermediar e resolver antigas pendências fundiárias na região, especialmente em áreas próximas a faixas de domínio de rodovias federais. A promessa era de que, mediante a apresentação de documentos e, em alguns casos, o pagamento de taxas, seria possível obter a regularização definitiva dos terrenos ocupados há anos por famílias locais, muitas delas vivendo no local há décadas.
As supostas abordagens ocorreram de forma organizada, com uso de papéis timbrados, contratos e documentos que aparentavam autenticidade, o que aumentou a confiança das vítimas. Alguns moradores relataram que os falsos representantes demonstravam conhecimento técnico sobre processos de regularização fundiária, utilizavam linguagem jurídica e administrativa e citavam normas e programas governamentais, reforçando a impressão de legitimidade da ação.
Com o passar do tempo, no entanto, os moradores começaram a desconfiar da veracidade das informações, principalmente após não receberem qualquer confirmação oficial dos órgãos públicos mencionados. Ao buscarem esclarecimentos junto ao DNIT e a outros órgãos competentes, teriam sido informados de que não havia qualquer equipe autorizada realizando esse tipo de procedimento no distrito de Monte Pascoal, tampouco programas em andamento que justificassem as cobranças ou a coleta de documentos pessoais.
A situação gerou revolta e preocupação na comunidade, uma vez que algumas famílias afirmam ter entregue cópias de documentos pessoais, escrituras antigas, comprovantes de posse e até valores em dinheiro, acreditando estar garantindo o direito legal às terras onde vivem. Há também o temor de que essas informações possam ser utilizadas em outros tipos de fraude.
Diante dos fatos, moradores defendem uma investigação rigorosa para identificar os responsáveis e evitar que outras pessoas sejam prejudicadas.
O caso deve ser levado às autoridades policiais e ao Ministério Público, para apuração das possíveis práticas de estelionato, falsidade ideológica e uso indevido do nome de órgão público federal. A comunidade cobra ainda maior presença do poder público, tanto para esclarecer a situação fundiária da região quanto para orientar a população sobre como proceder de forma segura em processos de regularização de terras.
Fonte: Giro de Notícias/ REDES SOCIAIS

























