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“UMMI mata mais um?”: Bebê morre após médico deixar gestante por horas a espera de atendimento em corredor.

ByLéo Feitosa

dez 15, 2021

 

Diante de uma Câmara de Vereadores omissa para as questões envolvendo a saúde pública, aonde a base do atual governo municipal se recusa a investigar as mortes que vem ocorrendo na UMMI- Unidade Municipal Materno Infantil-de Teixeira de Freitas, ao ponto até mesmo de que sob ordem expressa do presidente da Câmara, o Vereador Marcos Belitardo (irmão do prefeito), arquivar uma CPI que iria investigar, responsabilizar e punir os responsáveis por supostos crimes, a referida Unidade Hospital ceifa mais uma vida, em um lugar onde a vida devia começar, e não findar.

 

Bom amigos! Dito isto, vamos aos fatos!

 

 

 

O Sr Jonatas Silva Cardoso, de 30 anos, pai da criança morta na UMMI, supostamente por negligência e maus tratos por parte de um médico que trabalha naquela unidade, e que ja carrega em seu histórico várias denúncias e alguns óbitos em decorrência da mesma prática; procurou na tarde da última desta terça-feira, 14 de dezembro, a imprensa local para denunciar o descaso, os maltratos, e a falta de humanidade do referido médico.

 

 

Jonatas relata que na noite da última quinta-feira, dia 09 de dezembro, sua esposa (gestante) estava sentida muitas dores e ele foi com ela até à UMMI para que ela fosse atendida.

 

 

“Ao chegar na recepção, entreguei todos os documentos para o atendimento, e ela entrou no consultório. O médico, Dr. Feliciano Gil Quaresma, realizou o atendimento (o toque) e disse que ela não estava dilatando, e que o que ela estava sentindo era normal”, explicou o pai.

“Ele pediu a minha esposa que ela retornasse para casa, e só voltasse quando a bolsa estourasse. Minha esposa já estava com 40 (quarenta) semanas e 05 (cinco) dias, e agora na UMMI tem um protocolo de 41 (quarenta e uma) semanas para que seja realizado o parto. Voltei para casa com minha esposa, mas, ela continuava sentindo fortes dores.

Já por volta das 23h30 da mesma noite, voltamos para a UMMI, eu, minha esposa e minha cunhada. Ao adentrar no hospital, minha esposa encontrou com o mesmo médico, e o médico perguntou: – Você aqui de novo? Ele fez outro procedimento e disse que era o normal o que ela estava sentindo, que ela não estava dilatando, e mandou que voltasse outra vez para casa”.

 

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Diante da situação, a esposa de Jonatas e a sua cunhada disseram que não voltariam para casa, momento em que o médico então teria dito que não iria interna-la, e que não se responsabilizaria por ela ficar no hospital.

 

“Elas permaneceram no corredor a noite inteira, minha esposa sentindo muitas dores, e já por volta das 05h00, ao amanhecer, a bolsa estourou, minha esposa teve forte hemorragia, e aos gritos, pediram por socorro, momento que apareceu um técnico em enfermagem, que foi até o quarto e chamou o médico.

Ele só passou um remédio. Nesse momento, com a bolsa estourada, e a placenta deslocada, a criança já sentia falta de oxigênio e nutrientes, foi quando Deus enviou a Drª Elizabete, que estava vindo de outra Cesárea”, acrescentou.

“A médica viu a minha esposa naquela situação e a atendeu. Se não fosse doutora Elisabete, hoje eu estaria sem a minha filha e sem a minha esposa. E foi a partir daí que ela ficou internada, para se submeter a uma cirurgia de urgência, para a retirada da minha filha. Porém, a essa altura, já foi uma cirurgia de risco.

“Minha filha teve falta de oxigênio, de nutriente, o que protegia o feto.

Então, ela já nasceu debilitada, ficou na UTI Neonatal, mas, no mesmo dia, não conseguiu resistir. Um absurdo, um descaso com a vida das pessoas. Esse médico destruiu sonhos, destruiu planos. Destruiu nossa vida.

Há bons profissionais na UMMI, mas, como esse médico deixou que o protocolo fosse mais importante que a vida? ”, questionou o pai.

“Como um protocolo pode ser mais importante que a vida humana? ”, questionou novamente o pai. Segundo o pai da criança, ele foi até à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) para registrar um Boletim de Ocorrência.

“Foram horas dolorosas, sofridas, tinha momentos que eu ia até ao corredor para ver se via alguém. Fui até ao consultório do médico, para conversar com ele, e eu acredito que o médico estava dormindo”, disse a tia.

“Era madrugada, minha irmã sentia forte dores, fortes contrações, e ninguém fazia nada. Pelo que ele deu a entender para a gente é que seria um parto normal, mas, não foi o que aconteceu, foi muito triste o que a minha irmã viveu naquele lugar, no meu entendimento, teria sido negligência médica.

 

“Após tudo o que aconteceu, minha irmã acabou tendo um atendimento humanizado, mas, foi tarde demais, o atendimento que ela precisava, era o atendimento da chegada, na hora que ela deveria ser internada!”

 

“Mas, ele recusou interná-la, recusou fazer o parto dela, e eu ouvi quando ele disse a ela que não poderia fazer nada. Estamos tomando todas as nossas medidas cabíveis, dentro de nossos recursos, essa situação não pode ficar desse jeito”.

O histórico do médico, Dr. Feliciano Gil Quaresma Novaes em atendimentos na UMMI!

 

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Segundo o Portal de Notícias Liberdade News o médico já foi denunciado várias vezes por maus tratos as pacientes gestantes, e negligência médica. O jornalista Edivaldo Alves afirmou que;

 

“Não é de hoje que recebemos denúncias de maus-tratos, falta de profissionalismo e negligência médica!”

Em agosto de 2020, quando um pai acusou esse mesmo médico de negligência, que levou à morte da esposa e das duas filhas (gêmeas). Por conta de uma dessas denúncias, o médico chegou a ser afastado, tendo o seu contrato rescindido com a prefeitura em 2020.

Mas misteriosamente voltou a trabalhar para o município, e atender justamente na UMMI.

Há quem diga que sua intima ligação de amizade com o atual prefeito, o médico Marcelo Belitardo, teria sido o motivo para o seu retorno a Unidade Municipal Materno Infantil-de Teixeira de Freitas.

 

Fonte: Liberdade News

Por: Opinião Pública/ DA REDAÇÃO/

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