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Retrospectiva 2018: O Pior Amor por Teixeira! Os 5 piores momentos da gestão em 2018.

ByLéo Feitosa

dez 31, 2018

Bom, como todo veículo de imprensa que comunga das verbas publicitárias do setor de comunicação da prefeitura municipal de Teixeira de Freiras, tem o hábito de, ao final de cada ano publicar o que de bom a gestão “teria” feito pela cidade.

O Portal Opinião Pública, não poderia deixar de publicar o contraditório dos fatos apresentados pela impressa local, que pinta a atual gestão como se esta fosse a melhor de toda a historia de Teixeira de Freitas, desde a sua emancipação.

Para isso apresentamos os 5 piores momentos da gestão do prefeito Temoteo Alves de brito (PSD)

1º Lugar – 800 mortes registradas no HMTF.

Não poderíamos começar essa retrospectiva sem citar o fato mais alarmante já vista em uma unica gestão, na historia do município. O incrível número de óbitos registrados pelo Conselho Municipal de Saúde ocorridos no ano de 2017 dentro do Hospital Municipal- HMTF, e divulgados em 2018.

Segundo o relatório do CMS, cerca de 800 pessoas vieram à óbito dentro da unidade hospitalar, sendo as 05 principais causas da morte.

  • Doença do Aparelho Circulatório – 224 Óbitos
  • Neoplasias (Tumores) – 132 Óbitos
  •  Doença do Aparelho Respiratório –  102 Óbitos
  • Causas externas de morbidade e mortalidade – 78 Óbitos
  • Doença do Aparelho Digestivo – 75 Óbitos

Os 05 meses que apresentaram maior número de óbitos foram:

  • Março – 91 Óbitos
  • Janeiro – 81  Óbitos
  • Maio – 72  Óbitos
  • Setembro – 68 Óbitos
  • Outubro – 66 Óbitos
2º Lugar- 118 mortes na Unidade Municipal Materno Infantil-UMMI.

Ainda no mesmo relatório do CMS, e tratando do absurdo número de mortes registradas no atendimento público de saúde, o CMS apontou que 118 bebês morreram na Unidade Municipal Materno Infantil (UMMI) de Teixeira de Freitas, segundo o relatório divulgado em 2018. Foram cerca de 65 bebês que morreram no período Fetal, (na barriga da mãe), sendo Janeiro o mês com maior índice de mortes, alcançando a marca de 19 óbitos.

3 º Lugar – Campeão de chikungunya na Bahia.

Para um prefeito que prometeu fazer de Teixeira de Freitas, o município referência em saúde pública para a Bahia e para o Brasil, as expectativas de Temoteo Brito passaram foi longe de realizar tal feito.

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Isto porque somente os meses de janeiro à abril deste ano, 546 casos de chikungunya foram confirmados em Teixeira de Freitas. A informação é da Vigilância Epidemiológica do município. Conforme o órgão, só este ano, foram notificados 1.027 casos suspeitos da doença.

A vigilância não detalhou o número de casos da chikungunya em Teixeira de Freitas no ano anterior, ou seja 2017, mas disse que o índice de 2018 é altíssimo e pode ser considerado um surto.

Com relação às demais arboviroses, causadas pelo mosquito aedes aegypti, a vigilância informou que Teixeira de Freitas notificou 178 casos de dengue, com 23 confirmados e dois casos de zika.

4º Lugar – A Mafia do Gás da morte.

Um dos fatos mais assustadores já visto em uma mesma gestão, foi o registrado por inúmeros sites e meios de comunicação, também no setor da saúde pública, e que ficou conhecido como “A Mafia do gás da Morte”.

Bom, o caso foi protagonizado, quando o Ministério Público desbaratinou um esquema criminoso, e que envolvia a adulteração e alteração de produtos destinados a fins medicinais para fornecimento ao Município de Teixeira de Freitas, por gás oxigênio utilizado em solda industrial.

Na ocasião foram denunciadas pelo MPE à Justiça, os comerciante Izaias Rodrigues dos Santos e o contador Diogo Lemos Dias dos Santos, da empresa Assis e Rodrigues Ltda, foram acusados de corromper cilindros de oxigênio medicinal, adulterando e alterando a sua qualidade e quantidade para entrega ao Município. Além disso, eles forneceram cilindros de oxigênio industrial como se fossem medicinais, afirmaram os promotores de Justiça autores da denúncia.

Na verdade a suspeita de que estava havendo a adulteração já existia antes mesmo da denuncia do MPE, quando os vereadores Jonathan Molar (SD) e Marcos Belitardo (PHS) tentaram protocolar via Câmara Municipal um pedido de esclarecimento dos fatos, mas segundo fontes, houve uma articulação política nos bastidores, por parte dos vereadores Ronaldo Baitakão e Agnaldo da Saúde, afim de que a denuncia fosse arquivada.

Segundo fontes, em retaliação a denúncia que originou a ação por parte do Ministério Público, o irmão do vereador Marcus Belitardo, o médico cirurgião, Dr. Marcelo Belitardo, foi afastado de suas funções no HMTF, haja vista que alguns interlocutores da gestão afirmam que teria partido dele as provas que pós fim a “Máfia do Gás da Morte”.

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5º “Um homem sem palavra!”

” Se eu atrasar em um único dia o salário ou o décimo terceiro de algum servidor eu peço a minha renúncia” ( Temoteo Brito- Promessa de Campanha)

Há quem quem diga que seria apenas mais um “estelionato de campanha” cometido pelo atual prefeito do município, que no decorrer dos quase 24 meses de sua desastrosa gestão, não apenas coleciona inúmeros processos de inquéritos civis no Ministério Público Federal e Estadual, e vêem com naturalidade os referidos atrasos, pois o prefeito já tinha esse “Costume” de atrasar salários dos funcionários nas gestões passadas, em que o mesmo era mandatário.

No entanto o “calote”, gerou indignação no funcionalismo público municipal, em especifico ao setor da saúde, e despertou o repúdio do SINDACESB/SEEB- sindicato dos Agentes comunitários de saúde e de Agentes de Combate às endemias do Extremo Sul da Bahia e SEEB, Sindicato Estadual dos Enfermeiros.

Centenas de funcionários ficaram sem poder ter uma ceia de natal digna, comprar um presente para os filhos, ou simplesmente pagar as contas em atraso, e outras centenas ficarão sem poder comemorar com amigos e familiares a “Virada de Ano” em uma das muitas praias do litoral, porque o prefeito não cumpriu com a sua palavra de pagar em dia o funcionalismo público.

A desculpa do gestor é de que o município encontra-se em situação difícil e que os repasses do governo federal teriam sofrido uma significativa queda.

Algo que não condiz com a realidade dos fatos, haja vista que o Governo do Estado antecipou, na última sexta-feira (28), aos 417 municípios baianos, cerca de R$ 297,9 milhões de arrecadação do ICMS que, de acordo com o calendário das transferências constitucionais, só seriam repassados em janeiro.

O governo também antecipou o aporte de R$ 180,4 milhões ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), com recursos provenientes dos três impostos estaduais (ICMS, IPVA e ITD).

Com essa informação em mãos, a única pergunta que se pode fazer nesse momento seria a seguinte:

“Cadê o dinheiro da prefeitura?

Por: Opinião Pública/ Da Redação/

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