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Pai do Chefe de gabinete de Marcelo Angênica, tem bens de sua empresa bloqueados pela Justiça Federal. Empresa é acusada de compor a “Máfia dos Combustíveis”.

ByLéo Feitosa

out 31, 2019

 

(Matéria atualizada)

O cerco está se fechando em Itamaraju e novas denúncias no MPF e Justiça Federal podem chegar até membros do executivo municipal. 

O juízo Federal da Subsecao Judiciária de Teixeira de Freitas-BATRF 1ª- Dr. Felipe Lívio Lemos Luz, decretou no último dia 03 de outubro a indisponibilidade dos bens da empresa de Jaime Teixeira Souto. A empresa é acusada de envolvimento em um esquema criminoso apelidado de “Máfia dos Combustíveis”.

 

O citado empresário é pai de Gustavo Souto, que por sua vez é Chefe de Gabinete do prefeito do município de Itamaraju-BA, o médico Dr. Marcelo Angênica (PSDB).

 

 

Na época o Ministério Público Federal teria identificado na Prefeitura de Itamaraju-BA, a existência de um esquema de fraudes em licitações, desvio de dinheiro público e associação criminosa afim de lesar o erário público.

De acordo com a denúncia feita na época, foi constatado a existência de um esquema que era realizado através de simulação e dispensa ilegal de licitações, com o objetivo de direcionar recursos públicos para contratos superfaturados na aquisição de combustíveis, medicamentos e serviços de transporte escolar.

 

 
Conforme a denúncia o esquema visava beneficiar empresários no extremo sul baiano.

Entre tais empresas estaria incluída uma empresas pertencente ao pai do atual Chefe Gabinete do prefeito Dr. Marcelo Angênica, o Sr. Gustavo Souto.

A decisão do juiz que bloqueou os bens dos acusados atendendo a um pedido formulado pelo Ministério Público Federal, que vem a tempos investigando o suposto esquema apelidado de “Máfia dos Combustíveis”.

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Conforme conteúdo da denúncia oferecida pelo MPF, ao longo dos anos o esquema tem desviado recursos da prefeitura de Itamaraju-BA, podendo ter dado um prejuízo de mais de R$ 2 milhões de reais aos cofres públicos nos governos de Marcelo Angênica, Frei Dilson e Pedro da Campineira.

 

 

Segundo informações obtidas com exclusividade por nossa redação, o juiz ainda decretou a indisponibilidade dos bens de outras duas empresas ligadas à família do chefe de gabinete de Angênica.

O bloqueio atinge um posto de combustível localizado no centro da cidade de Itamaraju, inscrito sob a razão social, JRG Comércio de Petróleo.

Não por coincidência, as letras “JRG” formam o anagrama das iniciais dos nomes do empresário e seu filho.

 

 

Apesar de ser citado, nossa equipe não conseguiu até o momento apurar se o chefe de gabinete também teria tido os seus bens bloqueados.

Informações preliminares apontam que outras 13 pessoas e empresas também tiveram as contas bancárias e os bens bloqueados pela Justiça Federal. Uma dessas pessoas seria o ex prefeito Dilson Batista Santiago, e uma empresa que executa serviços na área de transportes,  além de servidores da prefeitura de Itamaraju-BA.

Que dano isso pode trazer a gestão de Marcelo Angênica? 

 

Ao deflagrar essa ação por parte da Justiça Federal, o MPF complica ainda mais a vida dos réus, que já respondem também a uma ação penal  na Justiça Federal por envolvimento no mesmo suposto esquema criminoso.

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Fato que pode resultar na condenação e prisão dos envolvidos, com penas que podem chegar a mais de 58 anos de prisão, de acordo com o MPF.

Além dessa ação em andamento, existem outras denúncias protocoladas pelo vereador Evando Rodrigues, e que apontam para irregularidades, e a continuidade da citada “máfia dos combustíveis”, já durante a gestão do prefeito Marcelo Angênica (PSDB). 

As denúncias foram protocoladas no MPF em 2018, e envolvem os nomes do ex diretor de transportes de Itamaraju e ex candidato a vereador do PSDB, Fábio Lima, e o Secretário de Saúde e ex parlamentar, Elan de Lozinho.

As denúncias apontam ainda que parte dos recursos oriundos das licitações supostamente fraudadas pelo esquema, podem ter sido utilizados para compra de carros, caminhonetes de luxo e animais bovinos.

Nos bastidores! 

Comenta-se nos bastidores que já teriam ocorrido operações da Polícia Federal em sigilo no município para a produção de mais provas do suposto esquema.

A nossa redação tentou até o fechamento dessa matéria contato com os citados na denúncia do MPF, mas até o momento não obtivemos exito, ficamento aberto a quem interessar e tiver seu nome citado na matéria, o espaço aberto para que exerçam seu direito de resposta. 

 

Por: Opinião Pública/ da Redação/

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