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Magoado, Bebianno diz que deve desculpas ao país por ter viabilizado candidatura de Bolsonaro.

ByLéo Feitosa

fev 17, 2019

O ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, diz que aguarda um desfecho de sua situação no governo para então “esclarecer a verdade”. Ele deve ser demitido por Jair Bolsonaro na segunda, 18 de fevereiro. Bebianno tornou-se o centro de crise instalada no Palácio do Planalto depois que a Folha revelou a existência de um esquema candidaturas laranjas do PSL, presidido pelo ministro entre janeiro e outubro de 2018.

“Eu não vou sair com pecha de bandido, de patrocinador de laranjais ou de
traidor”, diz Bebianno, que pretende dar entrevistas à imprensa depois de
deixar o cargo.

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Ele nega, no entanto, que sairá disparando contra o governo. Coordenador da campanha presidencial de Bolsonaro, o ministro seria o detentor de segredos importantes que, revelados, poderiam abalar a permanência dele no comando do país.

“Eu não vou fazer isso. O Brasil não merece. Eu não tenho nada a declarar
sobre o presidente”, afirma.

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Neste domingo (17), o jornal O Globo noticiou que ele teria dito que Bolsonaro é “uma pessoa louca, um perigo para o Brasil”.

Bebianno nega “veementemente. Nunca falei nada parecido sobre o presidente”. “Estou triste com a situação, mas não chamei ele de louco nem nada. Agora é o momento de esfriar a cabeça, buscar o equilíbrio e olhar para o futuro, olhar para o país”, afirma.

Por: Opinião Pública/ Da Redação/ Fonte/ Folha de São Paulo/

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