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Fim da greve: Professores retornaram ao trabalho nesta sexta-feira, 14 de junho.

ByLéo Feitosa

jun 13, 2019

Como já era esperando a Justiça Baiana finalmente notificou o movimento de greve organizado pela APLB/ Sindicato de Teixeira de Freitas-Ba, que encontra-se ocupando o plenário da Câmara de Vereadores em protesto, pela negativa do prefeito Temoteo Brito, de sentar com os professores e negociar uma saída para o empasse acerca do reajuste do piso nacional ao qual a categoria tem direito.

A APLB/Sindicato então em assembleia realizada no último dia 03 de junho, decidiu diante da inexistência de contraproposta da gestão, decretar a GREVE POR TEMPO INDETERMINADO, e desde então encontrava-se “aquartelada” dentro da Câmara Municipal.

Só chegamos até aqui por não haver por parte do gestor a boa vontade de negociar os direitos dos trabalhadores, essa tentativa de negociação está sendo feita desde 2018, fomos compreensivos todo esse tempo, tanto que aceitamos receber somente 3.04% dos 6.81 que nos é devido, no entanto o prefeito optou por judicializar a greve, mostrando que não tem condições de sentar e negociar com a categoria”

“Lamentamos a postura do prefeito, mas ao final a categoria mostrou sua força e não fugiu a luta, por força de uma ordem judicial estaremos encerrado a greve, e voltando as salas de aula, mas isso não quer dizer que iremos parar por aqui, há outras formas de lutar por nossos direitos”

“Mandado judicial até se questiona, mas no âmbito judicial, em respeito as leis e ao que determina a justiça, estaremos voltando aos trabalhos nesta sexta-feira, 14 de junho, mas as mobilizações, não se encerraram por aqui” afirmou a profª Frasncisca Brasilia, presidente da APLB/ Sindicato/Teixeira de Freitas-BA.

“Sempre há positividade numa greve, durante o período de greve sinalizamos as carências da educação municipal, e falar sobre os problemas existentes é uma forma de dizer que não somos omissos ao desgoverno do prefeito Temoteo Brito!”

“A reposição irá acontecer porque não existe possibilidade de fechar a carga horária sem os 200 dias letivos!”

“Portanto fazer greve não é prejuízo, prejuízo é estudar na escola em que não existe biblioteca!”

“Prejuízo é o estudante receber uma alimentação de baixíssimo valor nutricional.”

“Prejuízo é estudar em escolas sucateadas, em espaços em que mais parece dispensas!”

“Prejuízo é estudar em salas de aulas sem climatização, com ventiladores quebrados!”

“Prejuízo é não ter livros didáticos e paradidáticos!”

“E o maior prejuízo é saber de tudo isso e permanecermos calados!”

“Voltaremos pela força judicial, mas continuaremos na luta por uma educação pública de qualidade” afirmou a  professora Elizete.

Fonte: APLB/Sindicato

Por: Portal Opinião Pública/ Da Redação/

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