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Eleitorado baiano reafirma seu compromisso com Haddad e em defesa da democracia.

ByLéo Feitosa

out 11, 2018

A expressiva e incontestável vitória do governador reeleito Rui Costa (PT) contra o seu antagonista, o ex-candidato derrotado nas urnas no ultimo dia 7 de outubro, Zé Ronaldo (DEM) mostrou claramente que a Bahia optou pela democracia e trabalho incansável do PT nos últimos 16 anos.

Governador Reeleito Rui Costa-PT

Muito mais que isso, a Bahia hoje é um espelho para o todo o nordeste, e mostra que é possível fazer política pública na área da saúde, educação e infraestrutura para todos.

A prova disso está na própria votação que o petista obtive na capital baiana, que em tese seria reduto de ACM Neto, por se tratar do atual prefeito de Salvador, quando conquistou 72,23% dos votos (equivalente a 893.669), já o democrata obteve 23,62% (correspondente a 292.297 votos), segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral.

Na contramão da democracia, no entanto segue o candidato derrotado Zé Ronaldo, bem como ACM Neto, quando optaram por apoiar o candidato do PSL Jair Bolsonaro para o 2º turno na disputa presidencial. Mesmo sabendo que o candidato do PT Fernando Haddad obteve ampla maioria dos votos na Bahia, e em todos os demais estados do nordeste ficando em 2º lugar apenas no estado do Ceará reduto de Ciro Gomes.

Sem a menor sombra de dúvida as administrações encabeçadas pelo partido dos trabalhadores nos vários municípios baianos contribuíram para a hegemonia de Haddad no estado. A exemplo da cidade de Teixeira de Freitas no extremo sul baiano, que foi um dos municípios que mais recebeu recursos e infraestrutura em todos os setores.

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Porém, na área de saúde e saneamento básico, os governos do PT desde 2011 tem investido massivamente. Foram inúmeras obras, como a complementação e implantação de esgotamento sanitária em mais de 80% das residências do município.

Na saúde, a “menina dos olhos” do governador Rui Costa, foi a construção da primeira Policlínica Regional e criação do Consórcio Federativo da Saúde-Consaúde, onde 13 municípios consorciados financiam 60% dos custos da policlínica, e o governo do estado entra com os outros 40%, levando a quase um milhão de baianos na região do sul e extremo sul saúde de qualidade.

Cenário nacional.

Segundo alguns analistas políticos, independe do resultado das urnas no 2º turno, o Partido dos Trabalhadores sai fortalecido dessa eleição. Em situação bem melhor por exemplo, que os caciques do PSDB e MDB (antigo PMDB), que viram seus nomes serem vaporizados do cenário nacional.  Um belo exemplo disso, é o caso do tucano, Geraldo Alckmin, que amargou ridículos 4% dos votos no 1º turno, e ainda viu a base do PSDB esfacelar-se, quando se sentiu traído por João Doria, há quem chamou de “Traidor” em entrevista coletiva.

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Candidato à presidente da republica Fernando Haddad – PT

O PT não está morto, muito longe disso, os analistas apontam que ainda que Fernando Haddad não vença, o PT terá o papel mais importante em um eventual processo de transição da livre-democracia, para uma pseudo-meritocracia-ditatorial, imposta por Jair Bolsonaro. O PT estará na primeira fila, encabeçando o movimento de oposição aos movimentos fascistas que multiplicam por todo país, e que podem levar a nação à uma profunda recessão financeira, e atraso politico.

Há quem diga que em qualquer das hipóteses, o PT vence ainda que venha a perder, já que possui a maior bancada na câmara dos deputados federais em Brasília, tem a sua hegemonia fixada em todos os estados do nordeste, e em especifico no estado da Bahia, e ainda conseguiu a façanha de expurgar a velha política “carlista” quando através do voto,  de uma só vez deixou sem mandatos, nomes como Jutahy Magalhães, Irmão Lázaro e Lúcio Vieira Lima.

 

Por: Opinião Pública/ Léo Feitosa/ Da Redação.

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