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“É golpe?”: Empresa que realizou concurso da Câmara de Teixeira de Freitas, alvo do TCM-BA, some, e deixa rombo de R$ 2,4 milhões, após ter processo seletivo cancelado em Conceição de Jacuípe!

 

Mais uma situação envolvendo a empresa responsável pela realização do concurso público da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas -BA.

 

O Instituto Bahia/Exittus que recentemente foi alvo do Tribunal de Contas do Municípios TCM-BA, que determinou ao presidente da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas – Ba, Jonatas dos Santos, o imediato cancelamento de todos os atos administrativo, tais como posse, pagamentos de salários e novas nomeações dos candidatos aprovados no referido processo seletivo, tem seu nome envolvido em mais um escândalo, desta vez no município de Conceição de Jacuípe- BA.

 

 

Pasmem! Mais de 17 irregularidades, entre elas: a ausência de publicação sem aviso prévio, pesquisa de preços com empresas que não existiam, irregularidades fiscais e jurídicas, e até a eliminação inexplicável de um candidato aprovado em 1º lugar. O TCM apontou para homologações suspeitas e pagamentos antecipados que cheiravam a conluio. Um verdadeiro manual de como fraudar concursos. 

Milhares de pessoas que sonhavam com um emprego público em Conceição do Jacuípe, na Bahia, viram seus sonhos transformados em pesadelo e seus bolsos supostamente lesados pelo Instituto Exittus, antigo Instituto Bahia, segundo o Portal Zero Hora News.

 

 

Após o cancelamento do concurso público da cidade de Conceição do Jacuípe em fevereiro deste ano, por conta de um festival de fraudes e irregularidades investigadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA),  os candidatos, já desiludidos, foram jogados de lado e esquecidos pela referida empresa.

 

Calote milionário? Como ? 

Cerca de R$ 2,4 milhões de Reais arrecadados em taxas de inscrição simplesmente “desapareceram”, e passados 60 dias prometidos para o reembolso, o Instituto se mantém em um silêncio, mesmo após os candidatos terem solicitado os reembolso dos valores pagos nas inscrições.

 

Pilhas de reclamações no site Reclame Aqui. 

Tal como em Teixeira de Freitas -BA, em Conceição do Jacuípe o concurso começou a desmoronar, e em janeiro de 2025, o MP-BA, através da Recomendação IDEA nº 003.9.538541/2024, o MPBA, exigiu a anulação do certame.

 

“A lista de irregularidades gritantes são tantas, que iam desde a suspeita de favorecimento de candidatos ligados à gestão da prefeita Tânia Yoshida (PSD) até a contratação do Instituto Bahia sem qualquer licitação, uma afronta flagrante à lei de licitações 14.133/2021 e à moralidade pública”, afirma o Portal Zero Hora News.

 

“Erros grotescos na divulgação dos locais de prova, questões que pareciam ter caído de marte de tão fora do edital, e a total ausência de provas acessíveis para candidatos com deficiência visual, violando a Lei e o bom senso, são alguns apontamentos, que levantam graves suspeitas, acerca da atuação da empresa nstituto Bahia/Exittus!”

 

 

Cadê os R$ 2,4 milhões de reais? 

Cerca de R$ 2.477.000,00 arrecadada em taxas se tornou o epicentro de um escândalo ainda maior, com o não reembolso, que se arrasta por meses deixando milhares de pessoas indignadas e com a amarga sensação de terem sido lesadas em plena luz do dia. 

O que se desenrola em Conceição do Jacuípe não é um caso isolado, mas sim mais um capítulo na sombria história do Instituto Bahia, apelidado pelas pessoas lesadas como o Instituto da Fraude, que em uma manobra desesperada para tentar apagar seu passado, mudou de nome para Instituto Exittus. No entanto a ficha corrida é longa e pesada, e a má reputação segue seus passos deixando um rastro de escândalos.

 

“Operação Gabarito” do GAECO

O Instituto Bahia (ISBA), já em junho de 2025, estava sob os holofotes de uma investigação bombástica. O Ministério Público de Sergipe e o MP da Bahia deflagraram em conjunto a “Operação Gabarito”, cumprindo mandados em cidades baianas como Feira de Santana e Alagoinhas. A acusação era grave: uma organização criminosa que manipulava processos seletivos, vendia gabaritos e operava através de vínculos societários ocultos. Sete pessoas físicas e duas jurídicas foram alvo da operação. Para o GAECO o Instituto Bahia atua como um braço da máfia dos concursos. 

 

 

Esse mesmo Instituto já teve vários outros concursos anulados, e por onde passa deixa um rastro de irregularidades e suspeitas de fraudes. como no município de Riacho de Santana que também foi anulado, deixando uma trilha de frustração e prejuízo por onde passa.

 

 

Candidatos lesados e ações na Justiça por danos materiais!

Milhares de ações de restituição de valores, individuais e coletivas, já estão na mira da Justiça buscando não só a devolução do dinheiro, mas também uma indenização por danos materiais e morais causados aos candidatos. 

O MP-BA que recomendou a anulação do concurso em Conceição do Jacuípe, por sua vez, deve agir com ainda mais rigor, garantindo que a recomendação de reembolso seja cumprida e que os responsáveis respondam por seus crimes. 

 

Casos como o de Conceição do Jacuípe envolvendo o Instituto Bahia/Exittus atualmente, são apenas a ponta de um iceberg gigantesco. Enquanto a justiça não for célere e implacável, e enquanto prefeituras, câmaras e órgãos públicos continuarem a contratar empresas com histórico duvidoso e sem licitação transparente, o cidadão pagará a conta, e a credibilidade de todo o sistema será corroída e questionado.

 

Fonte: Portal Zero Hora News

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