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“Compromisso entre Bolsonaro e Moro comprova prisão política de Lula”, diz deputada Neusa.

ByLéo Feitosa

maio 13, 2019

A deputada estadual Neusa Cadore (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que o presidente Jair Bolsonaro fez um acordo com o ex-juiz Sérgio Moro para prender o ex-presidente Lula em troca de uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à Rádio Bandeirantes no domingo (12), Bolsonaro disse que o acordo feito entre ele e Moro para o ex-magistrado assumir o Ministério da Justiça inclui também o compromisso de indicá-lo para a próxima vaga do STF.

O presidente Jair Bolsonaro afirma que vai indicar o ministro da Justiça Sérgio Moro, ao STF para cumprir compromisso assumido com ele.

“O compromisso entre Bolsonaro e Moro comprova a prisão política de Lula. Como prêmio por retirar Lula da eleição, Moro recebeu além da indicação para um Ministério, a promessa de cargo vitalício no STF. Essa negociação é crime e precisa ser investigada. A democracia já fragilizada acaba quando vagas do Supremo são negociadas para caçar a liberdade de adversários, fazer presos políticos e vencer a eleição”, avalia Neusa.

Convite de Bolsonaro

“porque ele abriu mão de 22 anos de magistratura”.

“A primeira vaga que tiver, eu tenho esse compromisso com o Moro e, se Deus quiser, cumpriremos esse compromisso”, disse Bolsonaro.

A indicação dos ministros do Supremo é de competência do presidente da República, mas o nome deve passar por sabatina no Senado.

“Obviamente ele teria que passar por uma sabatina no Senado. Eu sei que não lhe falta competência para se aprovado lá. Mas uma sabatina técnico-política, tá certo? Então, eu vou honrar esse compromisso com ele, caso ele queira ir para lá. Ele seria um grande aliado não do governo, mas dos interesses do nosso Brasil dentro do STF”, declarou o presidente.

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Ainda no ano passado, logo após a vitória nas urnas, Bolsonaro afirmou em entrevista ao Jornal Nacional que pensava em convidar Sérgio Moro para assumir vaga no STF.

Auditores fiscais
O ministro da Justiça criticou a emenda que limita a atuação dos auditores fiscais, aprovada na quinta-feira (9) pela comissão de deputados e senadores que avalia medida provisória da reforma administrativa do governo Bolsonaro.

O texto da emenda proíbe o auditor fiscal de comunicar ao Ministério Público indícios de crimes como é possível atualmente. Para entidades que representam a categoria, o veto pode ampliar a corrupção.

“Eu acho que não é a melhor medida essa proibição ao auditor fiscal que, por exemplo, em uma investigação tenha um contato com um caso envolvendo lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, pode ser crime de contrabando. Ele, ao meu ver, tem o dever de comunicar os fatos, e não é bom para a sociedade que ele seja impedido para tanto”, afirmou Moro.

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A emenda foi proposta pelo líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), e acolhida pelo relator, senador Fernando Bezerra (MDB-PE). O dispositivo ainda precisa passar por votação nos plenários da Câmara do Senado.

Coaf
O texto da medida provisória da reforma administrativa também propõe a transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandando por Moro, para o Ministério da Economia, de Paulo Guedes.

Sobre a alteração, Sérgio Moro afirmou que a tendência é que o órgão de fiscalização de atividades financeiras seja “negligenciado” se mudar de ministério.

“A tendência é ele ficar negligenciado no Ministério da Fazenda ou da Economia. Na Justiça e Segurança Pública, nós reconhecemos o valor estratégico dele”, afirmou.

Moro disse que não é uma questão pessoal com o ministro Paulo Guedes e que o esvaziamento do Coaf veio com o tempo. “O ministro da Economia tem uma gama de responsabilidades. Ele tem que pensar na taxa de juros, no crescimento econômico, agora essa questão da nova previdência. Mas com tantas preocupações macroeconômicas e mesmo microeconômicas, claro o Coaf acaba sendo uma das últimas preocupações”, afirmou.

 

Fonte: ASCOM parlamentar

 

Por: Opinião Pública/ Da Redação/

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